a exposição

Parteiras – Um Mundo pelas Mãos é composto por uma série de ações entrelaçadas e complementares. A peça principal é a exposição itinerante, cujo formato expositivo foi inspirado pelos panos presentes nas casas e cenários em que vivem e trabalham as parteiras. Impressas em grandes tecidos e expostas em praça pública, como um grande varal, as fotografias de Eduardo Queiroga se misturam às paisagens por onde passam. A exposição chama a atenção dos transeuntes que param e se envolvem com as imagens. (Ver o relato da fotógrafa Ana Lira no texto “Circuito do Partejar").

Em 2013, a mostra percorreu os municípios de Palmares e de Caruaru, localizados respectivamente na Zona da Mata e no Agreste de Pernambuco, e o território indígena Pankararu, no Sertão do estado. Integrou, ainda, a programação do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG)/PE e do evento Stop Fotográfico (Curitiba/PR).


Em 2015 e 2016, percorre três municípios pernambucanos: Trindade, no Sertão; Pesqueira, no Agreste (contemplando a etnia Xucuru), e Goiana, na Zona da Mata.


Além do modo de apresentação, o diferencial e o pionerismo do projeto Parteiras – Um Mundo pelas Mãos se dá pelo fato de pretender não só promover os momentos de exposição nos espaços públicos, mas possibilitar sua multiplicação e sua continuidade por meio da disponibilização de um acervo para cada localidade, o qual é composto pelas fotos expostas impressas em papel fotográfico, de modo que associações de parteiras, parteiras ou interessados possam dar prosseguimento permanente à exposição nos mais diversos locais, municípios e estados. Desta forma, o projeto colabora com a formação de público e com o acesso democrático a bens culturais por uma parcela da população que muitas vezes não tem acesso a museus, galerias, centros culturais e outros espaços onde produtos culturais dessa natureza podem ser usufruídos.


No dia da abertura da exposição, uma oficina de troca de saberes é promovida com a participação de parteiras tradicionais, estudantes e profissionais das áreas de saúde, educação e cultura, proporcionando o diálogo entre os saberes tradicional e técnico-científico. Em todo o processo, buscamos a participação ativa das parteiras tanto na montagem e envolvimento com as exposições, como também por meio das oficinas, fomentando o empoderamento e o reconhecimento das parteiras como representantes de um importante bem do nosso patrimônio imaterial.


AGRADECIMENTOS
Às parteiras Maria das Dores Silva Nascimento (Dôra), Edite Maria da Silva, Maria Irene de Lima e Maria Fernanda da Silva, e à Associação de Parteiras Tradicionais de Caruaru, porque sem elas este projeto não teria sido possível.

A Geraldina Dias da Silva (Dina) (in memoriam) por seu apoio em nossa incursão ao universo das parteiras Xucuru.

A todas as parteiras pernambucanas que nos abriram suas portas e permitiram que suas imagens fossem registradas durante a execução dos inventários Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais e Indígenas de Pernambuco, pela confiança e acolhimento.

A Elaine Müller e Paula Viana, pelo incentivo e apoio constantes.

Às Prefeituras Municipais de Caruaru, Jatobá, Palmares e Tacaratu pelo apoio local ao projeto.

Ao FUNCULTURA pelo incentivo.

CONTATOS:

nomades@institutonomades.org.br
julia@institutonomades.org.br


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